Copasa na Pampulha

Copasa na Pampulha

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A Pampulha

Cartão-postal de Belo Horizonte, a Lagoa da Pampulha completou 80 anos em 2023 e foi construída para solucionar um problema de abastecimento da época. A construção da barragem iniciou um projeto urbanístico, consolidado por Juscelino Kubitscheck – JK (1940-1945).

Com o passar dos anos, a Pampulha transformou-se em uma das mais importantes áreas de lazer da cidade e, em 2016, juntamente com o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

A Bacia Hidrográfica da Lagoa da Pampulha possui uma área de 98,4 Km², sendo 44% localizada no município de Belo Horizonte e 56% no município de Contagem e recebe a contribuição de 8 córregos além da contribuição direta

A Copasa na Pampulha

A Copasa atua na Bacia da Pampulha. Inicialmente, a Lagoa era fonte de captação utilizada para abastecimento de água da população de Belo Horizonte. Hoje em dia, a Lagoa deixou de integrar o sistema de abastecimento.

Em 2022, a Copasa passou a operar uma Estação de Tratamento de Águas Fluviais (ETAF) na Lagoa, construída pela prefeitura da capital, e cujo objetivo é tratar a água que chega dos córregos Ressaca e Sarandi, que representam aproximadamente 70% de toda a vazão que chega à lagoa da Pampulha.

O processo da ETAF foi concebido como um pré-tratamento desses dois afluentes, com a função de remoção de resíduos sólidos lançados nos corpos d’água e da matéria orgânica proveniente do esgoto das regiões sem sistema de coleta até que a infraestrutura de esgotamento fosse implantada em sua totalidade. Esse aumento da cobertura de atendimento em Belo Horizonte e Contagem tem sido um trabalho intenso de atuação conjunta da Copasa e Prefeituras.

Estação de Tratamento de Águas Fluviais (ETAF)

Ações e Avanços da Copasa na Lagoa da Pampulha

Além disso, desde 2002, a Copasa executa ações e empreendimentos na região à montante da Lagoa da Pampulha, no âmbito do Programa Caça-esgoto, que consiste em um conjunto de obras e serviços voltados para a retirada do esgoto lançado indevidamente em redes pluviais e cursos d’água, direcionando o esgoto para as estações de tratamento, despoluindo os córregos e ribeirões da Grande BH. Desde então, foram intensificadas as ações de monitoramento das redes e retirados lançamentos indevidos de esgoto na bacia.

Nos últimos 20 anos, a Companhia investiu mais de R$ 720 milhões em ações para a ampliação dos serviços de coleta e tratamento do esgoto na bacia hidrográfica da Lagoa da Pampulha, medida que possibilitou que fosse atingido um índice de mais de 98% de cobertura e que culminou em significativa melhora da qualidade da água. 

Antes da implantação do Programa Caça-esgoto, em 2002, a região da Bacia da Pampulha apresentava, em sua maioria, pontos em que a qualidade da água era considerada ruim e/ou péssima. Em poucos pontos a água era de qualidade regular e em apenas um ponto a água era considerada boa. Até 2002, nenhum ponto da Lagoa atingia o padrão ótimo de qualidade.

Já em 2022, apenas um ponto apresentava qualidade da água ruim: a chegada do Córrego Sarandi à Lagoa da Pampulha. Em outros dois trechos – chegada do Córrego Ressaca e chegada do Córrego Olhos D’Água, a qualidade da água foi classificada como regular. Em 7 pontos, o índice de qualidade alcançado foi bom e em um chegou a ótimo.

A análise dos resultados obtidos em setembro de 2023 aponta uma evolução positiva da qualidade da água na Bacia. De forma geral, como ilustrado abaixo, os tributários diretos da Lagoa da Pampulha apresentaram o índice bom. Quanto aos tributários diretos, com a classificação aceitável (Ressaca e Sarandi), suas águas são direcionadas para a Estação de Tratamento de Águas Fluviais – ETAF onde recebem tratamento antes de desaguar na Lago

Classificação do IQA - Categoria - Ponderação
Setembro de 2023

É importante ressaltar que os córregos Ressaca e Sarandi são responsáveis por 70% da água que deságua na Lagoa da Pampulha e concentram o maior número de imóveis do percentual de 5% de toda a bacia ainda não interligados à rede de esgoto da Pampulha.