“Reviva Pampulha” vai ajudar a despoluir a lagoa com ações em 35 vilas nas regiões Ressaca e Nacional

As ações envolvem desde a mobilização social, em favor das ligações domésticas de esgoto na rede da Copasa, até ampliação das redes de distribuição de água e esgotamento sanitário

 

Antenada às questões ambientais, que estão diretamente ligadas a qualidade de vida da população da cidade, a Prefeitura de Contagem anunciou que o Programa “Reviva Pampulha” vai mudar a vida dos moradores das 35 vilas, localizadas dentro da bacia hidrográfica da Pampulha. O anúncio foi feito pela prefeita Marília Campos, a cerca de 200 lideranças, que representaram as vilas, durante reunião realizada, nessa quinta-feira (25/4), no Espaço do Encontro, na sede da Prefeitura.

“Nós estamos fazendo um grande programa de despoluição da Lagoa da Pampulha. Neste primeiro momento, contando com a parceria da Copasa, que está ampliando a rede de esgoto, com um investimento em torno de R$ 41 milhões, nessas 35 vilas que pertencem ao nosso município. Isso vai beneficiar em torno de 10 mil famílias”, destacou a prefeita Marília Campos. O investimento compreende a coleta (ligação) do esgoto, regularização da água e trabalhos de mobilização social.

Representantes da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), participaram da reunião e apresentaram um diagnóstico do cenário atual sobre a coleta do esgoto nas vilas. Os moradores foram conscientizados da importância fundamental da ligação do esgoto em suas casas para o sucesso do programa. (A lista completa das vilas está no final desta matéria).

“A Lagoa da Pampulha é o grande cartão postal da região
metropolitana. Para que ela seja despoluída, nós precisamos
limpar os nossos córregos. Esse programa, que a gente faz
com a Copasa, é imprescindível para despolui-la”.

Prefeita Marília Campos

Com 98,4 Km² de extensão, a maior parte da bacia da lagoa pertence a Contagem com  56% de sua  área no município, enquanto Belo Horizonte responde por  44%. Em 2016, o conjunto arquitetônico da Pampulha,  que inclui o lago, recebeu  da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. 

“A Lagoa da Pampulha é o grande cartão postal da região metropolitana. Para que ela seja despoluída, nós precisamos limpar os nossos córregos, porque são os córregos de Contagem, em grande maioria, que levam os rejeitos  de esgoto para a Bacia da Pampulha. Esse programa, que a gente faz com a Copasa, é imprescindível para despoluir a Lagoa da Pampulha”, afirmou Marília Campos.  

De acordo com informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, a bacia hidrográfica da Lagoa da Pampulha recebe contribuição direta de oito córregos, além de contribuição indireta. 

Moradora da ocupação Guarani Kaiowá, uma das vilas que serão beneficiadas, a mobilizadora social, Naiara Rocha, 33, estava feliz pelas boas notícias sobre o esgoto da ocupação, que agora será coletado e tratado. “Esse momento aqui está sendo muito especial para a nossa comunidade. Há 11 anos a gente vem lutando para isso. O córrego Sarandi passa perto da ocupação e é o maior poluente da lagoa. É um alívio saber que agora vamos ter esgoto regularizado, isso é uma vitória. Estou otimista, minha comunidade está também otimista e feliz”. 

Naiara Rocha, moradora de uma das áreas contempladas, ficou feliz em saber que o local em que mora será contemplado com água e esgoto – Foto: Janine Moraes/PMC

A  alegria de Naiara também era justificada pelo anúncio feito pela prefeita Marília Campos, em primeira mão. A ocupação, além de ter o esgoto coletado, também terá regularizada a água para as 330 famílias que vivem no local. 

Programa Reviva Pampulha

Durante a reunião, o Gestor de Empreendimento de Grande Porte da Copasa, Sérgio Neves Pacheco, apresentou um diagnóstico do desafio da companhia e das prefeituras de Contagem e Belo Horizonte para que o sonho de uma Lagoa da Pampulha totalmente despoluída possa ser alcançado. 

A Copasa apresentou um diagnóstico sobre a bacia da Pampulha e
os desafios para despoluir a lagoa – Foto: Janine Moraes/PMC

 

“O Programa ‘Reviva Pampulha’ é  algo muito caro à companhia, em função da necessidade de levarmos o que eu chamo de revolução de cidadania – a coleta e tratamento do esgoto e distribuição de água – a todos. É um programa que vai contemplar várias comunidades que ainda não dispõem desses grandes benefícios. É definitivamente um momento muito rico para todos nós”.

Segundo Pacheco, nesta etapa, o “Reviva Pampulha” vai dar um grande passo na universalização do saneamento, para no prazo de cinco anos coletar o restante do que ainda não é tratado. 

Em dados apresentados por ele, referentes ao período que vai de 2002 até os dias atuais, já foram investidos R$ 720 milhões, que possibilitaram, até o momento, tratar 95,4% do esgoto. “A gente verifica que no ano de 2002, Contagem tinha uma cobertura muito pequena de esgotamento sanitário. Hoje, praticamente quase todo o território tem rede disponível para que a gente possa fazer a interligação dos imóveis”, disse o gestor da Copasa. 

No município de Contagem foram levantadas 35 zonas de especial interesse social (ZEIS) que serão beneficiadas por essa etapa do Programa “Reviva Pampulha”. Essas áreas foram divididas em dois grandes grupos, de acordo com o nível de complexidade para a implantação e expansão da rede de esgotamento sanitário. O projeto prevê a regularização da situação dos moradores junto a companhia. 

Rio das Velhas de volta à vida

A  secretária Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Mônica Cadaval, frisou que a despoluição dos córregos e da lagoa trará de volta o Rio da Velhas, um dos mais importantes cursos d’água da região metropolitana. 

“Quando a gente fala de despoluição da Pampulha, nós estamos falando de despoluição do Rio das Velhas, que é um rio muito importante para a região metropolitana como um todo. Esse trabalho tem uma previsão de cinco anos de duração”, comentou

Ela lembrou que as ações começaram há, mais ou menos, um ano e têm várias frentes, sendo uma delas o saneamento nas vilas. Todo o trabalho é realizado juntamente com a fiscalização e a mobilização na bacia da Pampulha, em Contagem.

O Programa “Reviva Pampulha” também prevê a medição da qualidade da água em toda a bacia para identificar de onde estão saindo as fontes de poluição. “É um sistema de monitoramento que está sendo implantado e que vai favorecer o alcance dessa meta, que é a despoluição completa da bacia da Pampulha.

Tratamento especial e tira-dúvidas

Atenção! Para os moradores  inscritos no CadÚnico e residentes em áreas caracterizadas como Zeis, a Copasa vai adotar condições especiais de negociação dos débitos e gratuidade em serviços como ligação de água, de esgotamento sanitário, mudança de local do padrão, religação e padronização da ligação. 

Os moradores que ainda não possuem a ligação, ela também será contemplada no programa, com a instalação gratuita. Para garantir a adesão desses moradores será feita a notificação dos imóveis pela companhia e/ou pela Vigilância Sanitária, para optarem pela  ligação dos esgotos à rede. 

Em caso de dúvida, o morador poderá acionar a Copasa pelos canais de comunicação da companhia, via agência virtual: www.copasa.com.br / WhatsApp 31997707000 ou pelo aplicativo da Copasa, o COPASA DIGITAL. Também estão disponíveis para informações e tira-dúvidas o 115 ou 0800 03000 115. 

Confira as vilas

Estrela Dalva, São Mateus, Sapolândia, Arvoredo, Morada Nova, Emboabas, Jardim Marrocos, Epa, Buraco da Coruja, União da Ressaca, Guarani Kaiowá, Beatriz, Estação Bernardo Monteiro, Kennedy, Sequoia, Oitis, Morros dos Cabritos, Boa Esperança, Avenida II/ Colorado, Novo Progresso, São Sebastião, Xangrilá, Alvorada, Floriano Peixoto, Bambu Verde, Senhora da Conceição, Vila Nacional, Gangorras/ Feijão Moído, Francisco Mariano, Tenente Castorino, Urca, Santa Luzia, Aglomerado Boa Vista, Padre Dionísio, Jardim dos Bandeirantes, Bela Vista , Novo Boa Vista.

CLIQUE AQUI e acesse a galeria de fotos da reunião. Fotógrafa: Janine Moraes/PMC

Fonte: Prefeitura de Contagem